Review por:
SLeon
Visão Geral
Guitar Hero é um jogo rítmico inspirado em Guitar Freaks (Konami) que ganhou fama no ocidente com seu novo modelo de guitarra-controle e músicas de bandas consagradas, como Guns n' Roses, Deep Purple, Black Sabbath e Iron Maiden. As diferenças para um jogo rítmico oriental foram: o jogo foi desenvolvido para console, e não arcade, o que possibilitou músicas bem mais longas no jogo. A trilha sonora é voltada para os estilos de rock, ao invés da variedade (muitas vezes entre j-pop) de Dance Dance Revolution e Beatmania. E o jogo não baseia a pontuação conforme a precisão com que você acerta a nota, só exige que você acerte-a. Essas mudanças foram bem aprovadas pelo público ocidental, o que permitiu o sucesso da série.
Atualmente, a série está em vários sistemas: PS2, PS3, X360, Wii e PC.
Sistema de jogo

O sistema é como qualquer jogo rítmico - acertar as notas no tempo correto. Para isso temos o controle-guitarra, que possui 5 botões coloridos que simulam as casas de uma guitarra (frets), uma 'strumbar' para simular as cordas, a distorção (whammy bar) também presente nas guitarras, um sensor de movimento e os botões costumeiros "Start" e "Select".

Na tela de jogo, no centro há um 'fretboard' onde surgem linhas brancas, marcando o tempo da música, e também surgem gemas/semi-círculos coloridos com a mesma cor e posição que aparecem na guitarra, que indicam as notas a serem tocadas. Na parte de baixo há 5 botões coloridos como na guitarra, indicando a hora certa de tocar a nota. Seu objetivo é segurar o botão correspondente à gema, e tocar a 'strumbar' quando a gema chegar à parte de baixo. Isso irá tocar a nota, e o som da guitarra correspondente irá tocar com ela.
Caso você segure o botão errado (ou não segure nenhum) e toque a strumbar, você irá errar a nota, e o som sairá com um ruído. Se você não tocar a nota, ela irá passar do fretboard e o som correspondente da guitarra não será tocado, ficando mudo até a próxima nota. Você pode tocar as notas segurando mais de um fret, contanto que seja um fret abaixo (ou seja, mais longe de você - ex: segurar Verde+Amarelo para tocar um Amarelo) ao da nota na tela. Mas o contrário não é válido: segurar Vermelho+Azul para tocar um Vermelho irá resultar em um erro.
Há 4 tipos diferentes de notas:
- Single notes: sao as notas simples, de um fret só
- Chords: são notas duplas, triplas ou quádruplas (raríssimas)
- Hammer-Ons: são notas onde a 'strumbar' não é necessária, contanto que você tenha acertado a nota anterior
- Holds/Sustains: são notas que você deve manter o fret pressionado, indicando um som contínuo. Os holds podem ser single ou chords.
Ao lado esquerdo do 'fretboard' há um contador marcando sua pontuação e seu multiplicador de pontos. Para cada 10 notas certas em sequência ('chords' contam como uma), o multiplicador irá aumentar, indo de x1 a x4. A sua nota no final é baseada inteiramente na sua pontuação, independente da porcentagem de acerto durante a música. Logo, as sequências de notas são vitais para o desempenho, ao invés do número de notas certas.
Ao lado direito, há sua 'Rock Meter', que é sua 'vida'. Ela começa em 50%, para cada acerto ela subirá um pouco, e para cada erro irá cair mais. Caso ela zere, a música irá parar e você terá que recomeçá-la. Em cima da "Rock Meter", há o medidor de 'Star Power', explicado adiante.
Star Power
O 'Star Power' enche quando você acerta uma seção de notas na música (pré-definidas) que possuem um formato diferente - elas parecem estrelas - que são chamadas "Star Power sections", ou "SP sections". Cada seção enche 25% da barra, e usar a whammy bar durante 'holds' que ficam em SP sections irá aumentar a barra gradativamente. Ao atingir 50% ou mais da barra, você pode inclinar a guitarra para cima (ou apertar o botão Select) para ativar o Star Power. Isso fará com que a tela ganhe detalhes azulados, inclusive as notas ficarão azuis. Enquanto o Star Power durar, seu multiplicador será dobrado (indo de x2~x8), e cada nota atingida irá encher mais a Rock Meter que o normal.
Com o Star Power, seções muito difíceis tornam-se possíveis de sobreviver, pois ele ajuda bastante na hora de recuperar a Rock Meter. Outra função do Star Power é aumentar sua pontuação, sendo utilizado em seções com muitas notas.
Durante o Star Power, não é possível pegar as "SP sections" - elas irão aparecer como notas normais, mesmo que o Star Power acabe no meio de uma seção. Isso cria estratégias conhecidas como "Star Power Paths", em que se discute quando é melhor utilizar o Star Power, para perder o mínimo de SP sections possível e cobrir o maior número de notas possível.
Pull-offs
Pull-off é uma técnica que consiste em segurar um fret mais baixo, tocar uma nota mais alta, e soltar o fret da nota mais alta para tocar a mais baixa sem ter que pressionar o fret. Complicado? Bom, vamos exemplificar:
Surge uma sequência Vermelho, Verde(H), Vermelho(H), Verde(H). Os (H) indicam que as notas são Hammer-Ons, ou seja, elas não precisam ser tocadas com a strumbar desde que a nota anterior tenha sido tocada. Essa sequência normalmente seria tocada assim: toca-se o Vermelho, aperta o fret Verde (não precisa tocá-la), depois o fret Vermelho e o fret Verde de novo. Para simplificar, usamos os Pull-offs: toca-se o Vermelho, segura o fret Verde (você pode até segurá-lo antes da sequência), aperta o fret Vermelho, e solta o fret Vermelho. Ao soltar o Vermelho, o Verde irá tocar ao soltar o fret - esse é o Pull-off!
Versões
Até agora, há 6 versões lançadas para videogames:
Guitar Hero 1

Produtora: Harmonix
Lançamento: Novembro/2005
Sistemas: PS2
A primeira versão da série, que contava com músicas cover em um total de 47 músicas, entre elas "Smoke on the Water" (Deep Purple) e "Bark at the Moon" (Ozzy Osbourne). A sensação era a guitarra-controle e a trilha sonora, ambos foram bem aceitos pelos players. Infelizmente, o jogo ainda estava engatinhando e possuía algumas falhas: o sistema de Hammer-Ons e Pull-offs era difícil de ser utilizado, dificultando muito algumas músicas. Não havia um modo para treinar as músicas, e o Multiplayer não possuía modo cooperativo, apenas versus.
Na lista "músicas absurdamente difíceis", o primeiro lugar vai para "Bark at the Moon" (Ozzy Osbourne), que conta com um solo longo e rápido, dificultado ainda mais pelo sistema falho de Hammer-Ons e Pull-Offs.
Guitar Hero 2

Produtora: Harmonix
Lançamento: Novembro/2006 (PS2), Abril/2007 (X360)
Sistemas: PS2, X360
A nova versão da série já herdou a fama do primeiro, e dessa vez com patrocínios mais fortes e bandas interessadas em aparecer no jogo. Isso, somado a uma interface melhorada e cobrindo as falhas do seu antecessor com os Hammer-Ons e Pull-offs funcionais e um modo cooperativo, fizeram com que Guitar Hero 2 fosse um sucesso ainda maior e ganhasse popularidade tanto entre os gamers quanto os mais casuais. A trilha sonora dessa vez contava com 64 músicas (no X360, 74 mais o 'downloadable content, com 24 músicas), incluindo músicas famosas como "Sweet Child of Mine" (Guns n' Roses) e "Message in a Bottle" (The Police).
Ainda hoje, há muitos que preferem essa versão do que as outras, por ter uma lista de músicas muito boa e um sistema equilibrado de Hammer-Ons e Pull-Offs.
A música "dolorida" da versão: "Jordan" (Buckethead), que possui dois solos absurdamente longos, onde mesmo uma barra cheia de Star Power não dá conta de fazê-lo sobreviver. Merecem menção também "Beast and the Harlot" (Avenged Sevenfold), "Hangar 18" (Megadeth) e "Free Bird" (Lynyrd Skynyrd), que contam com solos rápidos e/ou misturados a single notes rápidas, diminuindo muito a chance de um "Full Combo". Nesse quesito, há uma observação para a música "Trogdor": muitos afirmam que a velocidade das notas dela é maior do que o jogo pode suportar, exigindo um certo 'abuso' da janela de tempo (tocando a nota o mais cedo possível) para acertar a nota para conseguir tocar o solo inteiro.
Guitar Hero Encore: Rock the 80's

Produtora: Harmonix
Lançamento: Julho/2007
Sistemas: PS2
Provavelmente por obrigações no contrato, a Harmonix lançou a versão Encore, focado nos anos 80. Mas toda a interface era mesma do Guitar Hero 2 (incluindo a abertura!!), apenas com um 'skin' novo. Para complicar mais ainda a situação, essa versão conta com apenas 30 músicas - a menor lista até então - e saiu somente para PS2, deixando os usuários do X360 na mão. Foi a versão mais decepcionante para os fãs da série, apesar de contar com uma trilha sonora boa: "No One Like You" (Scorpions) e "18 and Life" (Skid Row) fazem parte da lista.
Música "WTF" da vez: disputa entre "Ballroom Blitz" (Krokus) e "Because It's Midnite" (Limozeen) para o troféu "frustração no Full Combo", pelos solos absurdos de 16 a 20 notas por segundo, que mesmo sendo curtos, são mais que suficientes para matar alguém de susto. E em termos de "dificuldade em passar uma música", a última música "Play With Me" (Extreme) vence por possuir vários solos concentrados no final da música.
Guitar Hero 3: Legends of Rock

Produtora: Neversoft
Lançamento: Outubro/2007 (consoles), Novembro/2007 (PC), Dezembro/2007 (Mac)
Sistemas: PS2, X360, PS3, Wii, PC, Mac
A bola passou da Harmonix para a Neversoft, e essa versão possui a maioria das músicas em suas versões originais, sendo poucos os covers. A participação de dois guitarristas famosos: Slash (Guns n' Roses/Velvet Revolver) e Tom Morello (Rage Against the Machine), que surgem como 'boss' durante sua carreira, aumentaram a fama do jogo ainda mais!
Em termos de jogabilidade, a janela de tempo para acertar a nota aumentou e os Hammer-Ons e Pull-Offs ficaram ainda mais fáceis (chegando a exagerar). É o único Guitar Hero até então que possui o modo "Co-op Career", que permite que você jogue o modo Career em 2 players.
Várias reclamações surgiram em torno do 'overchart' - há mais notas no jogo que na música. Exemplos disso são "3's and 7's" (Queens of the Stone Age), que possui chords triplos no lugar de duplos, e "Through the Fire and Flames" (Dragonforce), que possui notas de sobra em várias seções.
A lista de músicas tornou-se mais 'mainstream', buscando músicas mais conhecidas popularmente como "One" (Metallica), "Before I Forget" (Slipknot) e "Paranoid" (Black Sabbath), em um total de 70 músicas (+3 exclusivas para os boss). As versões X360/PS3 possuem Downloadable Content, expandindo a lista para cerca de 120 músicas!
No quesito "música sem noção", há muitos concorrentes. Como o sistema foi facilitado, os responsáveis pelas charts não deram moleza também. Nas primeiras semanas do jogo, a música "Raining Blood" (Slayer) levou muitos players à frustração, pelo seus dois solos ridiculamente rápido e com padrões tortos. A música "One" (Metallica) causou um ataque cardíaco nos mais fracos ao se depararem com o Fast Solo A, que possui cerca de 150 notas a 20 notas por segundo. Impossível não mencionar a infame "Through the Fire and Flames" (Dragonforce), que popularizou (até demais) a banda e criou toda uma aura mística "overrated" em volta dela, pois possui uma Intro completamente 'overcharted', várias seções a 13 notas por segundo, solos beirando 16~20 notas por segundo e a seção que ficou conhecida como "Red Snake of Death" - uma seção de 30~40 notas a 26,6 notas por segundo.
Mas há uma que fica esquecida por ser downloadable content: The Devil Went Down To Georgia (Steve Ouimette / original por Charlie Daniels Band). Possui mais de 20 solos, nos quais pelo menos 5 deles tem padrões tortos a 13~15 notas por segundo, e uma seção rápida de chords a 20 notas por segundo. Ela é a última boss song no Career Mode, mas para jogá-la sem enfrentar o Boss, somente por Downloadable Content no PS3/X360.
Guitar Hero: Aerosmith
Lançamento: Junho/2008
Sistemas: PS2, X360, Wii, PS3

Diante de tamanho sucesso da série, era claro que as bandas iriam buscar o jogo como uma forma de se popularizar. Então, o primeiro jogo dessa união foi Guitar Hero: Aerosmith. O jogo foi baseado no sistema de Guitar Hero 3, mas com algumas correções, sendo a mais notável a dos Hammer-ons e Pull-offs - com uma janela mais restrita dessa vez.
Nessa versão, você acompanha a carreira do Aerosmith pelos locais onde eles fizeram história, e tocando as músicas mais conhecidas deles e de bandas que influenciaram a carreira. Os personagens dos Guitar Heros anteriores ainda estão presentes, mas apenas para abrir o show para o Aerosmith. A renderização dos integrantes da banda foi muito boa, com uma movimentação suave e bem detalhada - algo que faltou na versão PS2 do Guitar Hero 3.
Mesmo com o claro 'overchart' na música "Train Kept A Rolling", essa versão é a mais fácil de todos os Guitar Heros, e a comunidade do fórum Scorehero conseguiu realizar o Full Combo no jogo inteiro em 2 dias. Ainda assim, as músicas são divertidas de se jogarem, criando um ambiente mais amigável para os players mais casuais.
A maior reclamação do jogo foi que o fretboard do Joe Perry é ruim de se enxergar as notas quando se ativa o Star Power (e sim, realmente é), e como você é obrigado a jogar com ele em todas as músicas do Aerosmith, isso piora bastante o rendimento do player no jogo.
Guitar Hero: On Tour
Lançamento: Junho/2008
Sistemas: NDS

Chegando em um portátil pela primeira vez, a série Guitar Hero precisou de um periférico acoplado ao Slot-2 do NDS para conseguir manter a sensação do jogo. No lugar da strumbar, uma stylus e a tela sensível. No lugar 5 frets, 4 frets no Slot-2 do NDS, com o chamado "Guitar Grip", que também prende a mão do player ao NDS, para evitar possíveis quedas com a empolgação… Apesar da sensação estranha de não 'sentir' o strumming, o jogo foi bem aceito entre os fãs da série, que finalmente podem sair de casa sem largar o vício!
O modo multiplayer é possível via wi-fi, e o modo battle do Guitar Hero 3 foi aprimorado, com novos power-ups que aproveitam a jogabilidade diferente do NDS, como apagar o fogo no fretboard assoprando o microfone.
Esta versão é a menor em termos de playlist, que conta com 7 músicas do Guitar Hero 3 e mais 24 músicas novas, mas com diferenças entre o lançamento americano e o europeu. Elas tem 5 músicas diferentes entre si, o que significa que, no total, cada versão possui só 26 músicas e não 31 como esperado. A playlist é mais voltada para o pop music, com músicas como "All Star" (Smash Mouth), "All the Small Things" (Blink 182) e "Knock Me Down" (Red Hot Chilli Peppers).
Mas houve reclamações por parte do "Guitar Grip" - muitos acharam o acessório desconfortável ou que dava cãibras, por não ter muita flexibilidade nele. Outra dificuldade apresentada pelos players foi a falta de um Practice Mode decente, pois a versão "On Tour" conta apenas com um Practice Mode onde você pode jogar a seção escolhida da música, mas não há opções de diminuir a velocidade para treinar - ela é sempre na velocidade normal, o que dificulta o aprendizado daquela parte complicada.
… acabou a inspiração =P
Depois eu continuo XD
E não sabia onde colocar isso então por enqto fica nos reviews





