Review por:
SLeon
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Promotion Video da versão do X360
Joe Perry Guitar Battle (Expert)
Visão Geral
O mais recente game da série "Guitar Hero" é voltado para a banda "Aerosmith", em uma versão baseada no "Guitar Hero 3". Conta a história da banda através do "Career Mode", com vídeos dos integrantes, e os estágios são as casas de show por onde eles passaram. Obviamente, fãs de "Aerosmith" irão se sentir atraídos pelo game, enquanto os 'haters' irão ignorar a existência dele. Mas a pergunta é: o game vale a pena? Como não conheço nada do Aerosmith, eu resolvi analisar somente o game em si - a discussão musical fica com vocês.
Um 'mod' de Guitar Hero 3?
Quando comparado ao "Guitar Hero Encore: Rock the 80's", que era praticamente um 'mod' de "Guitar Hero 2", podemos dizer que o "Guitar Hero: Aerosmith" se sai bem nesse aspecto. Com abertura nova, e apenas alguns menus relembrando o "Guitar Hero 3", sua maior semelhança aparece na engine, que é a mesma de "Guitar Hero 3" com algumas correções no gameplay. Como já dito, há novos cenários, e os personagens do "Guitar Hero 3" receberam outfits novos, com novos personagens baseados no Aerosmith para substituir Tom Morello e Slash. Mas por algum motivo, não há mais o Co-Op Career, somente em Quick Play. Isso é um retrocesso quando comparado ao Guitar Hero 3, que introduziu esse modo.
As mudanças
O game conta com 41 músicas, sendo 24 do Aerosmith, 5 do Joe Perry (guitarrista do Aerosmith) e 12 de outras bandas, como Cheap Trick, Lenny Kravitz e Run DMC. A lista é bem menor que o GH3, que contava com 70 músicas, mais o Downloadable Content do X360 e PS3, mas a escolha na minha opinião foi boa (repetindo: não conheço nada de Aerosmith!!) pois as músicas são divertidas de se tocar. Infelizmente nem todas são master tracks, mas o trabalho com covers foi bom.
A animação dos personagens, principalmente dos integrantes do Aerosmith, ficou muito boa, e mesmo os personagens próprios do Guitar Hero receberam algumas leves modificações. O bateirista 'cara-de-gorila', apesar de continuar com o mesmo visual, teve a animação das batidas um pouco suavizada, não parecendo mais tão robótico quanto antes. Os cenários são bem feitos, e felizmente dessa vez não há um cenário igual ao presídio do GH3, com flashes piscando na sua tela o tempo inteiro.
Mudanças no gameplay
O gameplay mudou um pouco - a mais marcante sendo os Hammer-Ons e Pull-Offs. Dessa vez o timing deles foi corrigido, pois ele era infinito do "Guitar Hero 3". Isso, na minha opinião, é uma melhora considerável no gameplay, pois os HOPOs eram piada no GH3. Fora isso, houve pequenas mudanças, como o score do Career Mode sendo compartilhado com o do Quick Play (isso não acontecia no GH3), e a calibração de lag melhorada (que o X360 já tinha, mas o PS2 não). O Practice Mode agora parece não ficar mais fora de sincronia quando se escolhe a opção "Slowest", como acontecia no GH3, e mais atrapalhava do que ajudava a praticar.
Infelizmente, por usar a mesma engine de GH3, alguns defeitos também foram reproduzidos nessa versão. O problema de tocar HOPOs e acabar causando um overstrum por causa disso ainda existe, e só é camuflado pelo nível de dificuldade do jogo. Esse problema incomodava principalmente em partes com fast-strumming, que continham HOPOs nas transições entre frets (até onde sei, esses HOPOs não fazem sentido), causando overstrums muito facilmente. Outro defeito que o GH:Aerosmith 'herdou' do GH3 é o fretboard no Multiplayer, que é menor que no Single Player. E não, ele não é menor na largura somente, mas sim no comprimento, fazendo com que você tenha menos tempo para ver as notas. É como se o seu Hyperspeed 3 virasse 4 ou 5 quando jogando em Co-Op.
O fato do Expert Career não juntar dinheiro suficiente para comprar tudo da loja (The Vault) também incomoda. Quer dizer, mesmo conseguindo 5-stars em todas as músicas no Expert, eu ainda vou ter que jogar o Hard ou criar uma nova banda para jogar o Expert de novo para habilitar tudo? O dinheiro do Expertnão é suficiente nem para comprar todas as bonus tracks e personagens, os dois mais importantes!
Mas o pior do gameplay, sem dúvida, é o fretboard do Joe Perry, guitarrista do Aerosmith. O fretboard é azul com vários detalhes. O Star Power é azul. Fretboard azul + Star Power azul = notas quase invisíveis. Sim, é exatamente isso. Algo que era para ser simplesmente um detalhe a mais no jogo, torna-se um incômodo enorme. E não há alternativa, pois você é obrigado a jogar com ele em todas as músicas do Aerosmith ou do Joe Perry, seja Quick Play ou Career. Sem ativar Star Power, o fretboard é ruim, mas visível. Com Star Power, as notas ficam difíceis de enxergar. Adicione o Hyperspeed e é bom que seus reflexos estejam em sua melhor forma, pois seu tempo de reação aumenta consideravelmente. É de se imaginar se houve beta test o suficiente nesse jogo, pois algo tão notável assim não deveria ter passado em branco pela equipe de produção…
Dificuldade
A dificuldade do jogo é um ponto complicado. Para os players experientes, ela briga com o fretboard do Joe Perry no quesito "frustração". O jogo é o mais fácil de toda a série Guitar Hero, não há nenhum desafio novo. As músicas mais difíceis mal entram no top10 de dificuldade do GH3, muito menos no top20 de todos os jogos da série. Então, para players experientes, o jogo não traz nenhuma novidade, tornando-se um jogo sem motivação. Se eu consegui 5-stars em todas as músicas do jogo na primeira tentativa, eu imagino quanto os 'elite' players irão fazer. Será um jogo que enjoará rápido para esses players.
Mas para os players mais casuais, a dificuldade do jogo é quase a ideal, não fosse pelo fato de praticamente não existir 'fast-strumming' nessa versão. Apenas por isso, não é possível considerá-lo ideal para esses players, já que o jogo não estará cobrindo todo o básico do gameplay.
Meu veredicto: a dificuldade é um ponto contra, pois o certo seria que o jogo englobasse todas as dificuldades, e não priorizar somente um lado. É certo que os players casuais são maioria, mas quem mais divulga o game são os players mais dedicados, então apesar de ser impossível agradar gregos e troianos, um esforço a mais nesse aspecto seria mais que bem-vindo. A única coisa que não sei é se o Aerosmith teria músicas que se encaixassem bem no quesito "dificuldade", mas se até a "Joe Perry Guitar Battle", que foi feita para o game, é relativamente fácil quando comparada a outras músicas de versões anteriores, creio que a equipe não se preocupou muito em aumentar a dificuldade.
O que falta melhorar
O modo Practice ainda é muito fraco, é basicamente escolher uma seção inteira para treinar um trecho, e escolher entre 4 velocidades pré-determinadas. O ideal seria escolher os pontos iniciais e finais por measure, treinando somente o trecho desejado. E também, ele apenas mostra o número de notas que você acertou, quando deveria mostrar em uma tabela quais notas você errou para saber onde está o erro. Algo mais seria usar a mesma idéia de Beatmania, onde o Training Mode mostra todos os comandos que você fez, deixando explícito porque você errou. As velocidades também pecam, pois há um salto muito grande do "Slow" para o "Full Speed" por exemplo. Se houvesse uma escolha baseada em porcentagem (1~100%), a evolução seria mais gradual e realmente ajudaria quem está praticando.
E não sei até quando teremos que reclamar por isso mas… dá para colocar a opção Hyperspeed no Options (e no Pause Options) ou está difícil!? Parece que ainda não entrou na cabeça desses produtores que Hyperspeed nada mais é uma opção padrão em jogos de ritmo, porque ainda somos obrigados a inserir um código lá na tela de Cheats, e toda vez que queremos trocar o nível de Hyperspeed (0~5) somos obrigados a voltar até o menu principal para mudar o nível. Imaginem quando há várias pessoas jogando e cada uma joga em um nível de Hyperspeed diferente. Chega e ser frustrante e acabamos desistindo e jogando em Hyperspeeds em que estamos desacostumados, alterando a performance.
Para piorar mais ainda, no Multiplayer o Hyperspeed é o mesmo para os dois. Ou seja, se eu jogo em Hyperspeed 1 e o outro joga em 3, danou-se. Alguém vai sair perdendo.
Então, por favor. Não custa abrir um espacinho do lado da opção "Lefty Flip" para colocar um "Hyperspeed" ali não é?
Conclusão
No final das contas, GH:Aerosmith é um bom game, independente de você ser fã do Aerosmith ou não. Vai decepcionar um pouco os players experientes, mas as músicas são divertidas de se jogar, e o game é mais do que um simples 'mod' de Guitar Hero 3.





